Praça da Liberdade e a Estátua de D. Pedro IV
Why is it significant?
Para junto ao pedestal e olha para cima. Um rei de bronze, a cavalo, segura na mão um papel... não é um mapa nem uma espada, é a Carta Constitucional. Atrás dele, a avenida sobe larga até à torre da Câmara; à frente, o casario desce em direção ao rio.
Key Facts
| Place | Praça da Liberdade e a Estátua de D. Pedro IV |
|---|---|
| Address | Praça da Liberdade, 4000-322 Porto, Portugal |
| Geo Coordinates | 41.14650, -8.61130 |
| Part of Walk | Granito, Azulejo e Revolução: da Estação de São Bento ao Coração de D. Pedro no Porto |
| Generated | Generated |
Para junto ao pedestal e olha para cima. Um rei de bronze, a cavalo, segura na mão um papel... não é um mapa nem uma espada, é a Carta Constitucional. Atrás dele, a avenida sobe larga até à torre da Câmara; à frente, o casario desce em direção ao rio. À volta, prédios de bancos, hotéis e cafés olham todos para ele, como uma plateia que nunca se levanta.
Esta praça chamou-se durante muito tempo Praça Nova, porque nasceu fora da muralha medieval, quando a cidade começou a transbordar. O nome atual não é decoração. Em 1829, no tempo do absolutismo de D. Miguel, foram aqui enforcados liberais que tinham conspirado contra o regime. O Porto chamou-lhes mártires da liberdade, e nunca os esqueceu.
Três anos depois chegou D. Pedro. Tinha sido imperador do Brasil, onde é D. Pedro I, e voltou para defender o trono da filha, D. Maria II, contra o irmão, D. Miguel. Desembarcou a norte do Porto em julho de 1832 com cerca de sete mil e quinhentos homens, entrou na cidade, e logo a viu cercada pelo exército absolutista. Foi mais de um ano de bombardeamentos, fome e cólera. O Porto aguentou, e foi dessa resistência que nasceu o título de cidade Invicta.
A estátua é obra do escultor francês Anatole Calmels e foi inaugurada em 1866. Repara no movimento contido do cavalo e no rosto do rei, sereno, quase cansado. D. Pedro morreu em 1834, com apenas trinta e cinco anos, poucos meses depois de vencer a guerra. No testamento deixou um pedido que ainda hoje arrepia: queria que o coração ficasse no Porto, a cidade que o tinha defendido.
Esse coração existe, e vais encontrá-lo no fim do passeio. Por agora, vira as costas ao rio e começa a subir pelo passeio central da Avenida dos Aliados, entre os bancos de granito, em direção à torre do relógio.