Praça do Comércio e Cais das Colunas: o Terreiro do Paço sem paço
Why is it significant?
Fica no topo dos degraus de mármore do Cais das Colunas, entre os dois pilares, e vira as costas ao rio. À tua frente abre-se uma praça imensa, quase quadrada, fechada em três lados por arcadas amarelas e aberta no quarto para a água.
Key Facts
| Place | Praça do Comércio e Cais das Colunas: o Terreiro do Paço sem paço |
|---|---|
| Address | Praça do Comércio, 1100-148 Lisboa, Portugal |
| Geo Coordinates | 38.70670, -9.13620 |
| Part of Walk | Baixa Pombalina: a Lisboa que renasceu do terramoto de 1755 |
| Generated | Generated |
Fica no topo dos degraus de mármore do Cais das Colunas, entre os dois pilares, e vira as costas ao rio. À tua frente abre-se uma praça imensa, quase quadrada, fechada em três lados por arcadas amarelas e aberta no quarto para a água. Era assim que Lisboa queria ser vista por quem chegava de barco: arrumada, solene, sem medo.
Os lisboetas continuam a chamar-lhe Terreiro do Paço, embora o paço tenha desaparecido em 1755. No plano da reconstrução, a praça passou a chamar-se Praça do Comércio, e a mensagem era clara: o centro da cidade já não seria o palácio do rei, mas os ministérios, a alfândega e a bolsa dos negócios. Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal, pôs os burocratas e os mercadores no lugar da corte.
No centro, a estátua equestre de D. José I, obra de Machado de Castro, inaugurada em 1775. O cavalo pisa serpentes, e toda a peça de bronze foi fundida de uma só vez, uma proeza técnica de que a cidade se gabou durante décadas. No pedestal havia um medalhão com o rosto de Pombal. Quando o rei morreu e o marquês caiu em desgraça, o medalhão foi arrancado... e só voltou ao seu lugar em 1833.
Esta praça viu também o princípio do fim de uma monarquia. A 1 de fevereiro de 1908, a carruagem da família real atravessava o canto noroeste, lá ao fundo à tua esquerda, quando dois homens abriram fogo. Morreram o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, Luís Filipe. Dois anos e meio depois, Portugal era uma república.
Debaixo das arcadas do lado norte, perto do canto nordeste, ainda funciona o Martinho da Arcada, aberto desde 1782, onde Fernando Pessoa escrevia, bebia e passava as tardes. E à tua frente, a meio da fachada norte, ergue-se o arco que serve de porta à Baixa. Atravessa a praça a direito, por entre turistas, pombos e trotinetes, até lá.