Castelo do Queijo: O Forte na Rocha
Why is it significant?
Chegaste ao fim da marginal. À tua frente, plantado sobre um penedo de granito à beira da água, está um pequeno forte de muralhas inclinadas e guaritas nos cantos, como um brinquedo de pedra.
Key Facts
| Place | Castelo do Queijo: O Forte na Rocha |
|---|---|
| Address | Praça de Gonçalves Zarco, Nevogilde, 4150 Porto, Portugal |
| Geo Coordinates | 41.16850, -8.69000 |
| Part of Walk | Onde o Douro Encontra o Mar: Foz do Douro e a Marginal do Porto até ao Castelo do Queijo |
| Generated | Generated |
Chegaste ao fim da marginal. À tua frente, plantado sobre um penedo de granito à beira da água, está um pequeno forte de muralhas inclinadas e guaritas nos cantos, como um brinquedo de pedra. O nome oficial é Forte de São Francisco Xavier, mas ninguém lhe chama assim: para todo o Porto, isto é o Castelo do Queijo.
E porquê queijo? Repara na rocha onde assenta: um grande bloco de granito arredondado, que segundo a tradição lembrava a forma de um queijo. Há quem conte outras versões, mas esta é a que ficou, e é difícil olhar para o penedo depois de a ouvir sem lhe ver a forma.
O forte foi construído em meados do século XVII, nos anos das guerras da Restauração, depois de 1640, quando Portugal lutava para se manter independente de Espanha. A costa precisava de defesa contra ataques e desembarques, e esta ponta rochosa, entre a barra do Douro e a enseada de Leixões, era o sítio ideal para vigiar o mar. Hoje as muralhas olham para turistas e corredores em vez de navios inimigos.
Olha para norte, para lá da rotunda. Começa ali Matosinhos, e sobre a praça de lá flutua uma enorme rede vermelha suspensa no ar, desenhada pela artista norte-americana Janet Echelman e instalada em 2005. Os locais chamam-lhe a Anémona. Com o vento, ondula como um ser vivo, a lembrar as redes dos pescadores e as anémonas das poças que viste em Gondarém.
Pensa no caminho que fizeste: começaste num cais de pescadores, onde o Douro ainda era rio, e acabas aqui, de frente para o oceano aberto, entre faróis, fortes, palmeiras e rochas. Foi a viagem da água doce até ao mar. Fica um pouco, se puderes, e espera o pôr do sol sobre o Atlântico... é a melhor maneira de acabar um passeio pela Foz.