Pérgola da Foz e Praia do Molhe

Why is it significant?

Caminha devagar por baixo da pérgola, entre as colunas brancas, com o mar a aparecer e a desaparecer entre elas como numa sequência de fotografias. É a Pérgola da Foz, sobre a Praia do Molhe, e é talvez o sítio mais romântico de toda a marginal.

Key Facts

PlacePérgola da Foz e Praia do Molhe
AddressAvenida do Brasil, Nevogilde, 4150 Porto, Portugal
Geo Coordinates41.15780, -8.68300
Part of WalkOnde o Douro Encontra o Mar: Foz do Douro e a Marginal do Porto até ao Castelo do Queijo
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Caminha devagar por baixo da pérgola, entre as colunas brancas, com o mar a aparecer e a desaparecer entre elas como numa sequência de fotografias. É a Pérgola da Foz, sobre a Praia do Molhe, e é talvez o sítio mais romântico de toda a marginal.

Foi construída nos anos 30 do século XX, quando a cidade quis dar à sua avenida de mar um ar de estância elegante, à maneira das que se viam no Sul de França. Conta-se que a ideia nasceu de uma viagem a Nice, onde alguém influente na Câmara terá ficado encantado com uma pérgola parecida, à beira do Mediterrâneo. Verdade ou não, o resultado ficou: um terraço comprido, colunas, uma balaustrada, e o Atlântico como pano de fundo.

Só que isto não é o Mediterrâneo. Em Nice, a pérgola dá sombra contra um sol implacável. Aqui, metade do ano dá abrigo contra a chuva miúda e a nortada, e no inverno as ondas mais fortes chegam a molhar quem passeia. Os portuenses não se importam: vêm na mesma, de guarda-chuva, para ver o mar zangado.

Olha para baixo, para a Praia do Molhe. O nome vem do pequeno molhe de pedra que a protege, e a areia fica abrigada entre rochedos, o que a torna das praias mais procuradas da Foz. Ao fim da tarde, a pérgola enche-se: casais, famílias, fotógrafos à espera da luz certa, corredores a passar a ritmo. Há quem diga que metade dos pedidos de casamento do Porto acontecem aqui... ninguém os contou, mas acredita-se facilmente.

Repara nas gaivotas pousadas na balaustrada. São gaivotas-de-patas-amarelas, as grandes gaivotas da costa portuguesa, espertas e atrevidas, e não hesitam em tirar uma bolacha da mão de quem se distrai. Continua para norte pela marginal. Mais à frente, sozinho num pedestal sobre o mar, um pescador de bronze segura o leme com as duas mãos.

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