Homem do Leme: O Pescador de Bronze
Why is it significant?
Para diante da estátua e olha-a de frente: um homem de bronze, de pernas abertas, agarrado com as duas mãos ao leme de um barco, com os olhos postos no horizonte. Chamam-lhe o Homem do Leme, e deu nome à praia que tens ao lado.
Key Facts
| Place | Homem do Leme: O Pescador de Bronze |
|---|---|
| Address | Avenida de Montevideu, Nevogilde, 4150 Porto, Portugal |
| Geo Coordinates | 41.16070, -8.68500 |
| Part of Walk | Onde o Douro Encontra o Mar: Foz do Douro e a Marginal do Porto até ao Castelo do Queijo |
| Generated | Generated |
Para diante da estátua e olha-a de frente: um homem de bronze, de pernas abertas, agarrado com as duas mãos ao leme de um barco, com os olhos postos no horizonte. Chamam-lhe o Homem do Leme, e deu nome à praia que tens ao lado.
Não representa ninguém em particular, e por isso representa toda a gente do mar. Os pescadores da Foz, de Matosinhos, da Afurada, de toda esta costa, saíam em barcos pequenos para um oceano que não perdoa. Em muitas famílias, a pergunta de cada noite era a mesma: voltaram todos? E nem sempre a resposta era sim.
Olha agora para norte, ao longe. Aqueles guindastes e paredões são o porto de Leixões, em Matosinhos. Foi construído no fim do século XIX precisamente por causa da barra do Douro que viste no princípio do passeio: a entrada do rio era tão perigosa e tão assoreada que os navios grandes já não conseguiam usá-la com segurança. O Porto precisava de um porto de mar a sério, e foi buscá-lo uns quilómetros acima, à costa aberta.
Repara no granito à volta da estátua. Este pedaço de costa é feito de rochedos que entram pelo mar como dedos, e entre eles abrem-se pequenas praias de areia clara. Nas manhãs de nevoeiro, a figura do pescador aparece e desaparece na névoa, e é fácil imaginar que está mesmo a navegar, às cegas, a guiar-se pelo barulho das ondas.
Dizem os mais velhos que um bom homem do mar não precisa de ver para saber onde está: chega-lhe o som da rebentação, o cheiro, o balanço do barco. Antes dos aparelhos eletrónicos, era assim que se voltava a casa, e quem não aprendia esse ofício não durava muito no mar. Segue pela Avenida de Montevideu, a avenida que continua a marginal para norte, rumo ao forte de granito que fecha o caminho.