Praça de Carlos Alberto: o Rei que Veio Morrer ao Porto
Why is it significant?
Entra na praça e vai até ao monumento de granito e bronze, com figuras de soldados, erguido em memória dos mortos da Grande Guerra. À volta, a praça abre-se em esplanadas, bancos e fachadas antigas, com ar de sala de visitas de um bairro que gosta de conversar. Quem foi Carlos Alberto?
Key Facts
| Place | Praça de Carlos Alberto: o Rei que Veio Morrer ao Porto |
|---|---|
| Address | Praça de Carlos Alberto, 4050-157 Porto, Portugal |
| Geo Coordinates | 41.14850, -8.61590 |
| Part of Walk | Do Românico às Galerias: Arte no Porto entre Cedofeita, os Clérigos e a Rua de Miguel Bombarda |
| Generated | Generated |
Entra na praça e vai até ao monumento de granito e bronze, com figuras de soldados, erguido em memória dos mortos da Grande Guerra. À volta, a praça abre-se em esplanadas, bancos e fachadas antigas, com ar de sala de visitas de um bairro que gosta de conversar.
Quem foi Carlos Alberto? Não era português. Era o rei da Sardenha e do Piemonte, que em 1849, depois de perder a batalha de Novara contra os austríacos, abdicou a favor do filho e escolheu o exílio num lugar bem longe de Turim: o Porto. Chegou doente e abatido, e morreu poucos meses depois, nesse mesmo verão de 1849.
O filho que ficou com a coroa era Vítor Emanuel II, que anos mais tarde seria o primeiro rei de Itália unificada. Por isso, quando os italianos contam a história da unificação, há um capítulo que termina aqui, numa cidade de granito à beira do Atlântico. A casa onde Carlos Alberto morreu, junto aos jardins do Palácio de Cristal, é hoje um pequeno museu, e a cidade deu o nome do rei exilado a esta praça.
O monumento lembra outro luto. Na Primeira Guerra Mundial, milhares de soldados portugueses foram enviados para a Flandres, e a 9 de abril de 1918, na batalha de La Lys, o Corpo Expedicionário Português sofreu uma das piores derrotas da sua história. Nos anos seguintes, quase todas as cidades do país quiseram ter um monumento como este. É arte pública nascida da dor, feita para que os nomes não se perdessem.
Antes de saíres, repara nas ruas à volta, como a da Galeria de Paris, que à noite se enche de gente e de música: é o lado boémio deste bairro. Agora desce pelas ruas que ligam a praça à Rua das Carmelitas e procura a montra mais fotografada do Porto, com uma fila à porta.