Praça dos Restauradores: o obelisco e a Avenida que nasceu de um jardim
Why is it significant?
Para junto ao obelisco e olha para cima: um pilar de pedra muito alto, com duas figuras de bronze na base, uma Vitória e um Génio, e datas de batalhas gravadas nas faces. Este é o monumento a 1640, o ano em que Portugal voltou a ter um rei português, depois de sessenta anos com os reis de Espanha.
Key Facts
| Place | Praça dos Restauradores: o obelisco e a Avenida que nasceu de um jardim |
|---|---|
| Address | Praça dos Restauradores, 1250 Lisboa, Portugal |
| Geo Coordinates | 38.71570, -9.14170 |
| Part of Walk | Baixa Pombalina: a Lisboa que renasceu do terramoto de 1755 |
| Generated | Generated |
Para junto ao obelisco e olha para cima: um pilar de pedra muito alto, com duas figuras de bronze na base, uma Vitória e um Génio, e datas de batalhas gravadas nas faces. Este é o monumento a 1640, o ano em que Portugal voltou a ter um rei português, depois de sessenta anos com os reis de Espanha.
O monumento foi inaugurado em 1886, numa altura em que esta zona estava a mudar de cara. Logo atrás, a norte, ficava o Passeio Público, um jardim murado criado depois do terramoto, onde a boa sociedade lisboeta ia passear ao domingo, a ver e a ser vista. A partir de 1879, os muros foram abaixo e o jardim deu lugar à Avenida da Liberdade, larga e arborizada, à maneira dos bulevares de Paris. A Baixa de Pombal acabava aqui, e começava a Lisboa burguesa do século XIX.
Do lado poente está o Palácio Foz, começado no fim do século XVIII para os marqueses de Castelo Melhor e comprado mais tarde pelo marquês da Foz, que lhe deu o nome e um interior de luxo. Mais à frente, a fachada do antigo Éden, um cinema-teatro dos anos trinta do arquiteto Cassiano Branco, com linhas art déco que parecem um navio. Pombalino, neoclássico e modernista, tudo no mesmo olhar.
Mesmo ao lado do palácio, na Calçada da Glória, fica a estação de baixo do Elevador da Glória, o funicular que sobe para o Bairro Alto desde 1885. A 3 de setembro de 2025, uma das carruagens descarrilou e morreram dezasseis pessoas. Para Lisboa, foi um golpe enorme: aqueles carros amarelos eram parte da paisagem, quase da família, e ninguém imaginava que pudessem ser perigosos.
Esta é a fronteira norte do passeio, e daqui vamos voltar para dentro da grelha pombalina por outro caminho. Desce pela Rua Primeiro de Dezembro, ao lado da estação, atravessa o canto do Rossio e segue pela Rua do Ouro até à Rua de Santa Justa, onde te espera uma torre de ferro rendilhado no meio dos prédios.