Farolim de Felgueiras: O Farol das Ondas Gigantes

Why is it significant?

Caminha pelo molhe até onde te sentires seguro, sente o vento a empurrar-te de lado e olha para a pequena torre de granito lá no fim, sozinha entre o rio e o oceano. É o Farolim de Felgueiras, e é talvez o farol mais fotografado do Porto.

Key Facts

PlaceFarolim de Felgueiras: O Farol das Ondas Gigantes
AddressMolhe de Felgueiras, Avenida de Dom Carlos I, 4150 Porto, Portugal
Geo Coordinates41.14670, -8.67730
Part of WalkOnde o Douro Encontra o Mar: Foz do Douro e a Marginal do Porto até ao Castelo do Queijo
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Caminha pelo molhe até onde te sentires seguro, sente o vento a empurrar-te de lado e olha para a pequena torre de granito lá no fim, sozinha entre o rio e o oceano. É o Farolim de Felgueiras, e é talvez o farol mais fotografado do Porto. Num dia calmo parece um brinquedo esquecido na ponta do paredão... mas não te deixes enganar.

Foi construído em 1886, no extremo do molhe de Felgueiras, uma torre hexagonal de pedra com a lanterna no topo. Não é alto nem imponente, e não precisa de ser: a sua função era marcar, de noite, a entrada da barra, para que os navios soubessem exatamente por onde passar.

E passar era perigoso. Durante séculos a barra do Douro foi uma das mais temidas da costa portuguesa: bancos de areia que mudavam de sítio a cada temporal, rochedos escondidos, ondas que se cruzavam com a corrente do rio. Muitos navios se perderam aqui, à vista de terra, enquanto as famílias da Foz assistiam das rochas sem nada poder fazer. Há naufrágios que a memória da Foz guarda até hoje.

No inverno, quando chega uma tempestade do Atlântico, este molhe transforma-se num espetáculo. Ondas de muitos metros galgam a pedra e engolem o farolim por inteiro, e por um segundo ele desaparece numa explosão branca, para logo voltar a aparecer, teimoso, a escorrer água. Os fotógrafos esperam por esses dias como quem espera por um eclipse... mas o molhe fica fechado, e com razão.

No início deste século construíram-se novos molhes na barra para domar a entrada e a areia do Cabedelo. O rio continua a mudar, só que agora mais devagar, e os pilotos da barra continuam a sair ao encontro dos navios, agora em lanchas a motor. Volta ao passeio e segue para norte, ao longo da costa. A marginal entra agora no mar aberto, entre rochas e pequenas praias com nomes cheios de história.

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