Plazoleta de los Suspiros e o Mastro Cívico Marítimo
Why is it significant?
Estamos na charmosa Plazoleta de los Suspiros, ou Pracinha dos Suspiros, no ponto exato onde a Calle Caminito encontra as águas do Riachuelo.
Key Facts
| Place | Plazoleta de los Suspiros e o Mastro Cívico Marítimo |
|---|---|
| Address | Avenida Don Pedro de Mendoza & Caminito, C1169 CABA, Argentina |
| Geo Coordinates | -34.64200, -58.36050 |
| Part of Walk | La Boca, Caminito e o Riachuelo: Estaleiros, Conventillos e Paixão Boquense |
| Generated | Generated |
Estamos na charmosa Plazoleta de los Suspiros, ou Pracinha dos Suspiros, no ponto exato onde a Calle Caminito encontra as águas do Riachuelo. Estabelecida no fim do século dezenove como ponto de encontro dos tripulantes dos barcos a vapor, a pracinha ganhou seu nome poético das despedidas comovidas e suspiros apaixonados dos marinheiros que diziam adeus às suas noivas antes de partidas oceânicas de meses rumo à Europa ou ao Cabo Horn.
Olhe para o centro da praça: ergue-se um autêntico mastro de navio em madeira, com cabos de sustentação, vergas e adriças de sinalização naval.
Instalado em 1937 por sugestão do pintor Benito Quinquela Martín, o mastro cívico homenageia as tripulações imigrantes que adotaram a Argentina como nova pátria. Nos anos de 1880 e 1890, a praça era cercada por pulperías e botequins náuticos onde marinheiros da Noruega, Itália, Grécia e Grã-Bretanha confraternizavam após longas travessias. Foi nestas tavernas portuárias que as melodias de acordeão começaram a se misturar com os ritmos afro-argentinos de candombe, plantando as sementes rítmicas do tango primitivo. Na praça também se homenageia a Sociedade de Bombeiros Voluntários de La Boca—o primeiro corpo de bombeiros voluntários fundado na Argentina, criado pelo imigrante genovês Tomás Liberti em 2 de junho de 1884 após um terrível incêndio em um cortiço.
Ouvir a brisa do rio sussurrar entre as cordas do mastro naval traz à tona a coragem e o romantismo dos velhos marinheiros que singraram os oceanos do mundo. A pracinha sombreada na foz de Caminito permanece como um recanto de paz onde a memória dos bravos navegantes se funde com a beleza da beira-rio.
Caminhe para o leste ao longo do cais em direção à monumental silhueta de aço da Ponte Transbordadora. A brisa que sopra suavemente sobre as amarras do velho mastro convida a uma pausa poética antes de contemplar os gigantes de ferro ribeirinhos.