Monumento a Dom Pedro de Mendoza e a Colina Pampeana

Why is it significant?

Diante do mirante superior do Parque Lezama contemplamos a imponente escultura em bronze de Dom Pedro de Mendoza, Primeiro Adiantado do Rio da Prata.

Key Facts

PlaceMonumento a Dom Pedro de Mendoza e a Colina Pampeana
AddressBrasil 150, C1154 CABA, Argentina
Geo Coordinates-34.62850, -58.36950
Part of WalkSan Telmo, Plaza Dorrego e as Origens do Tango: Adoquines Coloniais e Boêmia
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Diante do mirante superior do Parque Lezama contemplamos a imponente escultura em bronze de Dom Pedro de Mendoza, Primeiro Adiantado do Rio da Prata. Inaugurado em 1936 para assinalar os quatrocentos anos da chegada da esquadra espanhola à foz do estuário, este memorial heroico foi concebido pelo mestre uruguaio Juan Zorrilla de San Martín. Mendoza surge trajando armadura de campanha do século dezesseis, apoiando as duas mãos sobre uma pesada espada enquanto fitava as águas distantes onde outrora ancoravam suas catorze caravelas.

Olhe para o muro de granito atrás do conquistador: um relevo entalhado retrata um guerreiro indígena Querandí retesando um arco, homenageando os habitantes originais que defenderam seu território ancestral.

Quando Mendoza aportou em fevereiro de 1536 com dois mil homens e animais de carga, deparou-se com uma estepe pampeana agreste. Embora as primeiras relações com os nômades Querandíes tenham envolvido trocas de peixes e carnes, mal-entendidos e exigências coloniais provocaram um confronto violento. Em junho de 1536, na Batalha de Corpus Christi, os guerreiros nativos impuseram dura derrota à cavalaria hispânica. Cercados no pequeno forte de barro por milhares de indígenas com flechas incendiárias, os colonos sofreram terrível escassez de alimentos antes de abandonarem a colina em 1541. O próprio Mendoza, gravemente enfermo, faleceu em alto-mar a caminho da Espanha em 1537. Somente quarenta e quatro anos depois, em 1580, Juan de Garay refundaria a cidade de forma definitiva na Plaza de Mayo.

A vista do alto desta ravina revela a altitude que a margem do rio possuía antes que os aterros portuários do século vinte avançassem centenas de metros sobre o estuário. Contemplar este mirante histórico sobre a foz pampeana ajuda a compreender as duras provações enfrentadas pelos pioneiros de ambos os povos no nascimento da civilização do Rio da Prata.

Prossiga pelos gramados do parque em direção à imponente fachada ocre do Museu Histórico Nacional.

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