Hotel Castelar e a Memória de Federico García Lorca

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Na Avenida de Mayo número 1152 ergue-se a elegante fachada do Hotel Castelar. Inaugurado em dezembro de 1928 com o nome de Hotel Excelsior, este imponente edifício de dezesseis andares foi desenhado pelo arquiteto italiano Mario Palanti—o mesmo mestre visionário que criou o vizinho Palacio Barolo.

Key Facts

PlaceHotel Castelar e a Memória de Federico García Lorca
AddressAvenida de Mayo 1152, C1085 CABA, Argentina
Geo Coordinates-34.60890, -58.38400
Part of WalkPlaza de Mayo, Avenida de Mayo e o Eixo Cívico: O Coração Histórico de Buenos Aires
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Na Avenida de Mayo número 1152 ergue-se a elegante fachada do Hotel Castelar. Inaugurado em dezembro de 1928 com o nome de Hotel Excelsior, este imponente edifício de dezesseis andares foi desenhado pelo arquiteto italiano Mario Palanti—o mesmo mestre visionário que criou o vizinho Palacio Barolo. A edificação rapidamente conquistou renome como ponto de encontro predileto para diplomatas, dramaturgos espanhóis e celebridades do circuito teatral da Avenida Corrientes.

Olhe para as janelas da esquina no sétimo andar: o quarto 704 foi o refúgio criativo do genial dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca.

Lorca desembarcou em Buenos Aires em outubro de 1933 para uma viagem de conferências planejada para durar três semanas. Encantado com a paixão do público argentino, a magia noturna do tango e o sucesso retumbante de sua peça Bodas de Sangue no Teatro Avenida, o poeta prolongou a estada por seis meses inesquecíveis até março de 1934. No quarto do Castelar, cercado de partituras de piano, poemas e desenhos, Lorca recebeu amigos como Pablo Neruda, Norah Lange e Oliverio Girondo. O poeta declarou publicamente que Buenos Aires possuía uma energia espiritual e beleza sem igual em toda a América. Seu quarto foi preservado com mobiliário da época, manuscritos fac-similares e retratos como um tributo à sua passagem luminosa pela capital argentina.

Contemplar o hotel na esquina arborizada desperta os ecos da poesia que uniu os corações da Espanha e do Rio da Prata nos anos trinta. Estar diante do quarto onde Federico García Lorca compôs versos e celebrou o calor humano da cidade evoca o período fecundo em que Buenos Aires se tornou o refúgio das mais brilhantes mentes hispânicas.

Caminhe duas quadras adiante até a extraordinária cúpula do Palacio Barolo no número 1370. A memória poética de Lorca permanece viva nas janelas deste solar da avenida como testemunho de amizade hispânica.

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