Casa Amarilla e o Legado Naval do Almirante Brown
Why is it significant?
Diante das paredes pintadas em amarelo luminoso e das varandas de madeira da Casa Amarilla, encontramos um dos memoriais marítimos mais venerados da Argentina.
Key Facts
| Place | Casa Amarilla e o Legado Naval do Almirante Brown |
|---|---|
| Address | Avenida Almirante Brown 401, C1155 CABA, Argentina |
| Geo Coordinates | -34.63350, -58.35920 |
| Part of Walk | La Boca, Caminito e o Riachuelo: Estaleiros, Conventillos e Paixão Boquense |
| Generated | Generated |
Diante das paredes pintadas em amarelo luminoso e das varandas de madeira da Casa Amarilla, encontramos um dos memoriais marítimos mais venerados da Argentina. Construído em 1983 como réplica fiel do antigo solar de campo que ficava a poucos metros daqui às margens do Riachuelo, este conjunto homenageia o Almirante William Brown, consagrado como pai da Marinha de Guerra Argentina. Nascido no condado de Mayo, na Irlanda, em 1777, Brown aportou no Rio da Prata em 1809 e abraçou a luta da independência, comandando esquadras que derrotaram as frotas realistas na Batalha de Martín García e no Cerco de Montevidéu em 1814.
Olhe para o mirante de madeira no topo da cobertura: era dali que o Almirante Brown vigiava com uma luneta as manobras das esquadras imperiais brasileiras durante as guerras navais.
O imóvel rural chamava-se originalmente Quinta dos Chañares, mas marinheiros e pescadores do rio logo o apelidaram de Casa Amarilla por causa da cor da tinta ocre utilizada na fachada. Durante a Guerra da Cisplatina entre 1826 e 1828, Brown partiu desta enseada com pequenas lanchas canhoneiras para enfrentar com audácia embarcações imperiais de maior porte. Hoje, o edifício acolhe o Departamento de Estudos Históricos Navais e o Museu Browniano, guardando maquetes de fragatas antigas, cartas náuticas do século dezenove, uniformes e condecorações militares. O parque ao redor ocupa o terreno onde o Boca Juniors montou seus primeiros campos de futebol amador antes de erguer seu grande estádio.
A tranquilidade das galerias sombreadas rodeadas por canhões navais evoca a coragem do comandante irlandês que defendeu a liberdade nos rios da pátria. Passear pelas varandas de madeira desta estância ribeirinha recria o ambiente marítimo heroico em que se forjaram as primeiras vitórias navais da jovem república.
Caminhe para o sudoeste pela Calle Martín Rodríguez até avistar a misteriosa Torre do Fantasma.